
Mas já que me refiro ao destino, aproveito para vos falar de Rei Édipo. Tive a oportunidade de ir assistir a esta peça na quinta-feira, no Teatro D. Maria II, e vim de lá maravilhada! Que grande actor é o Diogo Infante, que rica é esta personagem - Édipo. Ele é alguém cujo destino brutal jamais poderia ser alterado, e tentar fugir ao que lhe estava traçado só o precipitou para o que tanto queria evitar. Édipo é uma das mais amaldiçoadas personagens da Grécia Antiga, talvez só rivalizando com Cassandra. Ele, que matou o pai, e casou com a mãe, com quem teve quatro filhos, é majestosamente interpretado por Diogo Infante, que já deu mais do que provas do seu enorme talento.
Este Édipo é um homem correcto, que ao tentar fugir do destino, acaba por cair nas suas garras de uma forma ingénua e fatalista. É cruel este destino, que condena um homem bom e integro a tamanho desespero e dor. Deixou-me a pensar como somos frágeis, como passamos de bestiais a bestas e de reis a desafortunados. Havendo ou não destino, a verdade é que nenhum de nós sabe o que nos espera no segundo seguinte, pode ser algo muito bom, ou um acontecimento devastador.
Por isso, o melhor é aproveitar as coisas boas: o tempo que passamos com quem gostamos, as gargalhadas que damos, os raios de Sol (que neste Inverno têm sido realmente escasso), as idas ao teatro... São esses momentos simples que nos tornam felizes e que às vezes nos enchem os olhos de lágrimas, mas de alegria!
Sem comentários:
Enviar um comentário