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segunda-feira, 15 de março de 2010

O Centro de Emprego

Hoje foi o meu primeiro dia oficialmente desempregada...
Acordei às sete da manhã pronta a enfrentar o desafio do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), mais vulgarmente designado como Centro de Emprego.
Lá fui eu, pensando que, no meio do azar de ficar sem trabalho, tinha ao menos a sorte de estar um dia de Sol radiante! Claro que a minha boa disposição acabou por ser ela sim um "Sol de pouca dura", uma vez que chegada ao Centro de Emprego, e ainda não eram oito horas, já tinha umas 100 pessoas à minha frente!! Lembro que o IEFP só abre portas às nove. Logo, tive de me resignar à fila e aguentar-me ali uma hora de pé... Abertas as portas, tirada a senha específica, lá me fui sentar à espera da minha vez. O que vale é que eu já estou à espera destas situações, vai daí, levei comigo um livrinho de 300 páginas para me entreter.
Acabei por ser atendida ao meio-dia, e o livro também ficou meio lido! No total, foram quatro horas de espera...
Posto isto, hoje já não tenho paciência para escrever muito mais.
Queria só agradecer às "babes" Joana e Raquel o vídeo de despedida fantástico que nos fizeram! Confesso que assim que cheguei a casa fui vê-lo, só para me rir um bocado e ficar mais bem disposta!
Obrigada também aos que na sexta-feira nos deram apoio, consolação, um ombro amigo... Acreditem que não foi fácil controlar as emoções, mas foi muito bom contar com o carinho de todos!

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Papeladas e assinaturas...

E pronto... Os papéis estão assinados...
Agora é contar os dias até daqui a um mês.
Depois de dois anos e meio, chega ao fim esta etapa da minha vida.
Estou a tentar ser positiva, quero acreditar que se esta porta se está a fechar, uma grande janela abrir-se-á em breve... Só tenho de estar mais atenta.

Para já, vou começar a fazer a minha lista do "Emprego 10" (um dia conto a história das minhas listas "10"...). Primeiro, vou reflectir acerca desta minha experiência e apontar as suas coisas boas e más. O segundo passo é escrever a lista com base nos aspectos positivos e acrescentar outros que considere importantes.
Por fim, o mais importante, mas também o mais difícil: manter-me fiél à minha lista, mas manter-me atenta para não perder possíveis oportunidades boas para mim!
Para os que consideram esta técnica da lista uma parvoíce, deixem-me que vos diga que já resultou anteriormente...

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Pensem... É Grátis!

Cheguei agora do cinema.

Adivinhem o que fui ver: Nas Nuvens... Nem de propósito!
Agora que tenho pela frente um mês e meio de trabalho desmotivador, o masoquismo atinge o seu auge, quando me vejo a pagar um bilhete de cinema para ser mais uma vez confrontada com a realidade.

Enfim... Eu gosto muito de dramas, sobretudo se forem realistas, e este é...
Vemos uma jovem recém-licenciada ansiosa por brilhar no mundo do trabalho, mas sem qualquer noção do que isso é. Vai daí, inventa uma forma de minimizar os custos da sua empresa, especializada em despedimentos: fazê-los por vídeo-chamada!

O mais irónico é que a empresa implementa esta estratégia na sua fase mais lucrativa de sempre! Ou não estivessemos nós em plena crise económica, a mais utilizada desculpa dos tempos recentes para despedir pessoas (eu que o diga!).
Assim, não só têm um aumento de receitas devido à maior quantidade de trabalho, como poupam nas viagens dos seus colaboradores, mensageiros de infortúnio.

O mais interessante, na minha opinião, é ver como a realidade influencia a arte, neste caso, a sétima arte. Falei-vos há dias d'A Estrada, um filme bizarro sobre o preço que podemos pagar pelo nosso actual estilo de vida consumista. Nas Nuvens revela uma situação económica assustadora, que já atirou para o desemprego milhares de pessoas em todo o mundo. O Sítio das Coisas Selvagens é todo ele simbolismo à volta da solidão em que vivem as crianças e a forma como isso as afecta.

E deve haver por aí muitos outros filmes que reflectem implícita ou explicitamente o que é a actualidade, mesmo aqueles que não a abordam, como é o caso de Ágora. Muitos acusaram-no de atacar a religião Católica, mas a verdade é que a sociedade está cada vez mais distante da Igreja e próxima da Ciência. Provavelmente, nunca houve tantas questões por responder como hoje em dia, uma era em que, supostamente, já tanto se sabe.

E até Avatar, com tantos efeitos especiais mas com tão fraca essência, não revela mais do que aquilo em que nos estamos a tornar: muita parra e pouca uva!

Ir ao cinema pode ser uma experiência muito mais rica do que simples entretenimento, basta pensar!

Por isso pensem! É grátis! Ao contrário do cinema...

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Begins a new phase... with less smiles...

Hoje não me apetece sorrir...

Estou de saltos altos, tenho as minhas fantásticas Brown Boots nos pés, mas não há sorrisos.

Tenho a consciência de que não passamos de simples números, temos o número do BI, de Contribuinte, da Segurança Social, das contas do banco, do cartão da biblioteca e o do clube de vídeo...

Os produtos que compramos têm códigos de barras, as horas distinguem-se em números, a matemática é uma linguagem universal...

Os números fazem parte da nossa vida, ou talvez sejam eles a vida em si.

O mais complicado é quando nos sentimos um zero à esquerda...

O irónico é que dentro de escassas semanas, irei engrossar um novo número: o de desempregados!

Como diz uma amiga minha: "Begins a new phase..."