segunda-feira, 31 de maio de 2010

Intrepid Museum vs. MET

O meu Top Ten Boyfriend acabou de me confessar que aproveitou para ir ver o Museu dos Barquinhos e Aviões (que se chama Intrepid Sea, Air & Space Museum) porque sabe que eu não vou ter grande vontade de o visitar.
E por isso, está a guardar o grandioso MET (Metropolitan Museum of Art) e outros do género para quando eu lá for.
Como ele me conhece bem!
Once again, he's a Ten! My Ten!

Novas de Nova Iorque

Desta vez, as palavras não serão minhas. O texto que se segue foi-me enviado esta madrugada pelo meu magnífico Mr. Big Boyfriend, que está na Big Apple e que já foi ver o Sexo e a Cidade. Cá vai:

"Hoje dormi até mais tarde. Tomei o pequeno almoço e voltei para o quarto. O iogurte low-fat ficou pela metade, tal não é o tamanho da dose.
Para não perder o dia de sol fantástico, resolvi meter-me ao caminho. Desta vez descobri um autocarro 167, mesmo ao pé do Hotel. Depois da experiência no dia anterior, de horas intermináveis no trânsito e estacionamentos limitados a duas horas mas a cinco dólares e portagens de 8, hoje paguei 4,5 USD pelo bilhete. Para minha surpresa saí no terminal de camionagem mesmo em frente ao New York Times e a um bloco de Time Square.
Mas hoje o dia era de barcos e por isso fui na direcção do Rio Hudson… Lá fui eu todo contente viver sonhos de menino, ver barcos, submarinos e aviões. Intrépido, rumei ao Museu do Ar, Água e Espaço. Os aviões dos filmes e das cadernetas e calendários deram lugar às várias fotos que fui tirando. O jogo do ZX Spectrum After Burner deu lugar a um Tom Cat bem real e a simuladores de voo capazes de me fazer sentir os G’s e de me pôr de cabeça para baixo. Abdiquei da fila de uma hora para o submarino, que de Nuclear só tinha o míssel, e de uma outra igualmente grande para um Concorde bem Inglês da British Airways.Assim, passei uma tarde um pouco mais bélica, mas nem por isso o sol deixou de iluminar o meu rosto e sorriso.
Resolvi ir ao Lounge da Time Out, para descansar um pouco e em busca de novas dicas e orientações. Um barman muito gay serviu-me um Philanderer, uma espécie de Long Island Iced Tea. Ali dei descanso às minhas pernas enquanto desfolhava a revista (à borla). Confesso que pouco encontrei que já não tivesse visto na net, e as dicas de solteiros e solteiras de NY preenchiam as páginas da afamada revista.
Para terminar o dia em beleza, e podendo abdicar do Sexo mas não da Cidade, lá fui eu para o Cinema REGAL, ver as 4 Nova Iorquinas do momento.Confesso que não pude conter uma lágrima, ao ver as várias filas ocupadas a contrastar com uma cadeira ao meu lado teimosamente vazia... o teu lugar. O filme obviamente não to vou contar…:)
Selei o dia com um Hot-dog de rua, à prova de ASAE, e tentei encontrar um autocarro para o regresso. O adiantado da hora, negou-me o autocarro desejado mas um outro de recurso trouxe-me de volta para New Jersey, do outro lado do rio, mas não me evitou uma caminhada inesperada de 20 minutos no meio da escuridão e de caminhos desconhecido. Abençoadas letras no topo do hotel que me faziam vislumbrar a direcção.
Vou dormir agora, que já pus por escrito o que tanta falta me faz dizer-to pessoalmente, Kid... Me and You, just us two."

Pronto... E agora estou eu de lagrimita no olho! É por isto que ele é o meu "Mr. Big" Top Ten Boyfriend!

quarta-feira, 26 de maio de 2010

QUERO IR PARA NY!!

SIM!!!
QUERO IR PARA NOVA IORQUE!!!
Num momento em que tanto fala sobre o Sexo e a Cidade 2, com o Empire State of Mind de Alicia Keys à mistura, e com o meu "Mr. Big" Multitask Top 10 Boyfriend por aquelas bandas, a Big Apple não podia ser mais tentadora!

Who knows?... Como diz a música: "be careful what you wish for 'cause you just might get it"!

The Break Up

Mais um casal que se separa...
Desta vez, trata-se de uma grande amiga minha e do namorado. Ele disse que queria estar sozinho, ela saiu de casa.
Com muita tristeza minha, neste momento nem sequer posso estar com ela, abraçá-la, dizer-lhe para ter força, que foi melhor assim, que ele não a merece.
Não é que qualquer uma das minhas palavras ou gestos vá preencher o vazio ou acalmar a raiva que ela poderá estar a sentir. Mas nestes momentos, o apoio dos amigos é o único consolo que resta.
Também já passei pelo mesmo e sei que o melhor remédio é deixar o tempo passar.
Ainda assim, vai sempre haver um momento em que a raiva vai voltar e em que nos voltamos a questionar "porquê eu?". Pode ser daqui a um mês ou daqui a um ano, depende da ferida que ficar e do tempo que demorar a sarar.
Por experiência própria, sei que estas coisas não nos matam, já ninguém morre de amor, isso é um mero pensamento romântico dos tempos de adolescência. Também não significa que fiquemos mais fortes, talvez nos tornemos mais frios, distantes, cautelosos...Aprendemos a viver com essa dor na alma, a dor da rejeição, e, aos poucos, vai-se tornando menos doloroso. Até que um dia damos por nós a rir e a dar valor às coisas boas. Elas sempre estiveram lá, mas a névoa nos nossos olhos não deixava que as víssemos. E voltamos a viver, saímos daquele estado letárgico de mera sobrevivência e passamos a querer aproveitar plenamente a vida.
Mesmo nessa fase, vão surgir momentos de tristeza, vazio, raiva, angústia, mas duram menos tempo e ocorrem mais esporadicamente.
Com sorte, e eu tive essa sorte, um dia surge um Homem pelo qual vale a pena voltar a tentar.
Para já, minha amiga, fica o meu apoio, ainda que virtual e um "rain check" para quando sentires que é o momento de desabafar. Gosto muito de ti, tu sabes!

terça-feira, 25 de maio de 2010

El Gordini volta a atacar!

O Gordini, para quem não sabe, é um ser anafado (daí o nome), baixinho e com um cabelo muito estranho, meio careca em cima e meio aos caracois desgrenhados à volta que me persegue para todo o lado. A primeira vez que tive que lidar com tal alminha foi há coisa de três anos, num evento em Cascais (daí o nome que lhe dei!), tinha eu começado a trabalhar naquelas bandas há menos de uma semana.
O Gordini (cujo verdadeiro nome desconheço) é um daqueles “melgas” que grudam tipo lapa e não têm qualquer noção. O senhor acha-se o máximo, apesar daquela aparência bonacheirona. Se ele não fosse tão chato, provavelmente até seria uma pessoa simpática e de trato fácil, mas tanta melguice torna-se irritante.
Nesse evento, que durou quase uma semana, deu não só para observar como para ser vítima das investidas de “El Gordini” junto de tudo o que fosse rapariga jeitosa (e com isto estou a auto-intitular-me de “rapariga jeitosa”) . Sim, porque com as matrafonas eu nunca o vi entabular conversa. No segundo dia, já nenhuma promotora tinha paciência, no terceiro, fugiam dele a sete pés!
No ano seguinte, o evento repetiu-se, e lá estava o Gordini novamente, talvez num registo mais calmo, ou então nós é que já estavamos escaldadas e evitávamo-lo ao máximo! Passado uns tempos, cruzámo-nos na Kapital e a minha reacção foi atirar-lhe com um copo de imperial para cima. Pensei que estava safa, que nunca mais me iria dirigir a palavra... Estava redondamente enganada!
Certa noite, estava eu no BBC com o meu fantástico boyfriend, eis que surge Gordini no horizonte e veio falar-me como se fossemos grandes amigos! Eu bem disse que ele não tinha noção!
Por fim, no sábado à tarde, estava eu descansadinha da vida no World Press Photo, com o boyfriend (ainda que entretido a ver outra foto e a assistir de camarote à cena), quando começo a vislumbrar um ser ao meu lado a olhar fixamente para mim. Tendo em conta que a minha visão directa é má, imaginem a periférica! Estava longe de imaginar o Gordini ali. Mas, como sempre, foi ele a encontrar-me a mim. Quando percebi quem era, disse-lhe, com um certo ar de enfado:
- Mas nós encontramo-nos em todo o lado!
Ao que ele respondeu:
- Acha? A última vez que nos vimos foi no BBC, e antes disso na Kapital...
Apeteceu-me responder: -
Acha pouco? Há amigos que vejo menos vezes do que o vejo a si!!
Mas controlei-me e desta vez até consegui ser quase acertiva, claro que simpática com aquele senhor jamais serei, não vá ele interpretar a coisa da forma errada! Ele lá me explicou que estava ali por causa de uma feira de energia que estava a decorrer ali no Museu da Electricidade.
Posto isto, vou estar atenta a todas as próximas feiras de energia e evitá-las ao máximo, não vá estar ”El Gordini” nas redondezas...

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Um Domingo em Beirute

No domingo, dia livre (o único!) foi aproveitado para passear pela cidade e conhecer Beirute pelas palmas dos pés, neste caso.
Encontrámos um supermercado fantástico, com tudo e mais alguma coisa, desde fruta com excelente aspecto a produtos regionais de grande qualidade, um mundo libanês bem no centro da cidade. Almoçámos por lá, já que o supermercado tinha vários pontos para refeições rápidas, cada um deles com um diferente estilo gastronómica, não falatava o sushi, as saladas, pratos mais elaborados, comida típica... De facto, para os amantes da culinária aquele é um espaço genial, como eu nunca tinha visto.
À noite fomos jantar a mais um restaurante libanês, para encerrarmos da melhor forma o capítulo. Comi uma espécie de sandes com beringela, queijo de cabra e tomate. Tinha um excelente aspecto e era boa, mas tão grande que só comi metade. Até porque já me tinha estado a empanturrar em entradas!
A seguir, fomos para o Hotel, ainda ficámos um bom bocado na conversa no bar, enquanto fazíamos o check-in online para a viagem de avião, parecia que ninguém queria que aquele momento e aqueles dias quase surreais terminassem.
Mas por fim, e como os senhores do bar também queriam fechar, lá acabámos por subir para os quartos, quase às duas da manhã. E as malas ainda por fazer...
Conclusão: deitámo-nos tarde e tivémos de nos levantar cedo. Esperava-nos quase um dia de voos.
Mas valeu a pena, até porque na viagem de regresso, depois da escala em Paris tive uma surpresa que jamais esquecerei... Mas isso é outra história!
Por agora, ficam os meus agradecimentos sinceros aos noivos H&M (interessante combinação...) que nos proporcionaram uns dias fantásticos e inesquecíveis! Desejo-vos toda a felicidade do mundo, apesar de me estar a roer de inveja porque neste momento eles estão a torrar ao Sol na Polinésia Francesa e eu limito-me a morrer de de calor nesta abafada Lisboa onde hoje estão mais de 30 graus!!!

Sábado, o Grande Dia

Sábado foi o Grande Dia, aquele que motivou toda a viagem! H&M iam finalmente dar o nó, às 19h!
Mas o dia começou bem mais cedo... Fizemos escalas para o cabeleireiro e até tive sorte: fiquei no turno das 13h, por isso pude descansar de manhã e o cabelo aguentou-se mais tempo. Tenho a certeza que se estivesse no turno das 9h, quando chegasse a hora do casamento, às 19h, já não teria qualquer vestígio de brushing... E também fiz maquilhagem! Sim, eles no Líbano levam estas festas muito a sério e as mulheres têm de se embonecar todas com vestidos espampanantes, cabelos bem armados e maquilhagens fortes. E nós, portuguesas, seguimos o exemplo e fizemos o mesmo! No Líbano, sê Libanesa!
O casamento em si foi muito giro, para os curiosos, esclareço que a cerimónia foi católica, uma vez que o Líbano é um país laico, hvendo diversidade de religiões.
A noiva, estranhamente, ia bastante simples, com o longo cabelo caído, o vestido, apesar da simplicidade, era muito bonito, todo em renda, e assentava-lhe que nem uma luva.
O jantar decorreu nos jardins de um palacete e contou com cerca de 400 convidados... Estranhamente, este jantar foi o que teve menos comida, o que provavelmente está relacionado com o facto de terem servido cozinha francesa e não libanesa. O que mais gostei foi a entrada, que consistia numa mini-tarte com cogumelos. A sobremesa consistiu num buffet de gelados muito engraçado porque havia os cones e as bolas já estavam feitas e distribuídas por diversas taças grandes, só tínhamos de juntar as duas peças.
E depois do repasto, foi tempo de dançar até de madrugada!