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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Em Amesterdão (Parte III - Ainda os hábitos gastronómicos)


Há por lá umas casas que têm na parede uma espécie de vending-machine com fritos ainda a pingar óleo… E é preciso colocar o valor exacto porque as ditas máquinas não dão troco! Claro que estas indicações só estão escritas em holandês, o que faz com que alguns turistas crédulos e deslumbrados (entre os quais eu me incluo) sejam roubados na primeira vez que se aventuram a sacar croquetes de batata ou salsichas panadas!

Comida típica é coisa que eles não têm. A menos que consideremos as batatas fritas como tal!

Mas também há coisas boas! Os waffles são deliciosos, têm coberturas de tudo e mais alguma coisa! Um dos que comi tinha um creme de banana.

Para os fãs de chocolate, como eu, há lojas e produtos muito interessantes. Por exemplo, fomos tomar o pequeno-almoço a café todo catita, parecia o equivalente aos nossos cafés Magnólia. Vai daí, pedi um chocolate quente. Serviram-me uma caneca de leite quente e uma colher com um cubo de chocolate agarrado (tal e qual a da fotografia) que se coloca dentro do leite e vai-se misturando. E há muitos sabores diferentes! Encontrei as colheres no aeroporto e não resisti… Quando me der a saudade é só aquecer uma chávena de leite e mexer…

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Em Amesterdão (Parte II - Os hábitos gastronómicos)

A ideia com que fiquei é que os holandeses são viciados em batatas fritas e comem muito mal, de forma geral.

Há lojas que só vendem batatas fritas! São fritas na hora e colocadas em cones, como as nossas castanhas. E depois é vê-los pela rua a deliciarem-se. O pior é o cheiro a óleo queimado… Tenho a impressão de que se a ASAE inspeccionasse aquelas fritadeiras até se benzia…

Também há muitas casas que vendem simultaneamente três tipos de iguarias muito distintas: comida israelita (pitas shoarmas, etc…), fatias de pizza, e waffles… Sim, é estranho, mas é a realidade. No topo das vitrinas estão expostos os doces: waffles e donuts de todas as cores, que nos entram pelos olhos dentro. No centro estão as pizzas, enormes, já cortadas em várias fatias. Por baixo colocam uma espécie de hot-dog israelita que consiste num pão com uma salsicha coberta com um molho de queijo que pode ter pimentos, frango picante, e muitas outras coisas que eu não consegui perceber o que eram. E, claro, há sempre o belo do espeto “shoarma” a rodar…

Em Amesterdão (Parte I - As bicicletas)

Uma vez em Amesterdão, fui confrontada com a dura realidade do frio! Eu nunca tinha sentido temperaturas tão baixas. E sendo eu uma pessoa muito friorenta, acabou por ser um pouco doloroso…

O Hotel, muito bem situado e com uma relação qualidade/preço extremamente satisfatória, tinha um recepcionista português, que, talvez por isso, nos disponibilizou um quarto fantástico: espaçoso, com uma enorme janela e, mesmo assim, quentinho (nem quero imaginar o que eles gastam em aquecimento).

Feito o check-in, largadas as malas no quarto, era tempo de ir reconhecer o terreno… A primeira diferença que salta à vista é a quantidade incontável de bicicletas que encontramos na rua. Entre as que circulam pela estrada e as que estão estacionadas, posso assegurar que há milhares de bicicletas em Amesterdão! E até há parques de estacionamento próprios (como se vê na fotografia). O mais engraçado é, por exemplo, nas estações de comboios, em que vemos o parque para automóveis vazio e o das bicicletas completamente lotado. Desconfio que muitos dos habitantes de Amesterdão têm meia dúzia de "biclas" estacionadas em pontos estratégicos, só para não terem de levá-las nos trasportes públicos. O que me leva a ter esta suspeita é que apesar de ser permitido, não vi uma única no interior dos ditos transportes!

É engraçado pensar que enquanto há uma boa quantidade de portugueses com mais do que um telemóvel, no Holanda o mesmo paralelismo ocorre com as bicicletas...

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

O voo para Amesterdão

Na sexta-feira lá fui eu rumo a Amesterdão.
Calhou-me um lugar na última fila do avião, o que já de si é aborrecido porque na hora de sair temos de esperar horrores de tempo até que todos os passageiros desocupem o caminho.
Mas o pior não foi isso… É que os dois comissários de bordo que iam no voo estavam mais interessados em conversar do que em trabalhar. Ora eu, na última fila, mesmo na cauda do avião, onde eles costumam estar, tive de levar com as “duas comadres” durante toda a viagem. Resultado: não só não me deixaram dormir como falavam de uma forma muito pouco própria para pessoas que trabalham directamente com os clientes da empresa (que é nada mais nada menos do que a maior companhia de linha aérea portuguesa!).
Assim sendo, aconselho que ponderem o tipo de formação dada aos colaboradores, e se estes estão aptos ou não a desempenhar as suas funções com o profissionalismo necessário, porque colocar ao serviço dois "gajos" que falam alto e só dizem asneirada, não me parece nada adequado...

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Valentine's Day... in Amsterdam!

O Dia dos Namorados não me diz grande coisa.
No entanto lembro-me daqueles bilhetinhos que recebia quando era miúda a dizer algo do género: "Queres namorar comigo? Sim/Não/Talvez". Isso sim, era giro!
Agora, adulta, sou da opinião que se dá demasiada importância a um dia que é apenas isso: mais um dia numa relação a dois. O problema é que, por norma, os casais acomodam-se, e esta é a forma de fugir à rotina. Oferecem-se corações e ursinhos de peluche cheios de mensagens pirosas, rosas vermelhas, bombons, janta-se à luz das velas... Tudo isto vazio de sentido e sem a capacidade de reacender uma chama que muitas vezes já nem arde.
Mas este ano vou viver uma experiência diferente nesse dia!
Não que tenha sido propositado, mas, por acaso, vou estar em Amesterdão e estou curiosa para ver se os holandeses também celebram o Valentine's Day de forma pirosa...
Para já, estou a planear a viagem, e romantismo não vai faltar! Todos os dias, e não apenas a 14 de Fevereiro!